Thursday, February 17, 2005

É no meio da sombriedade que nos assaltam os mais dignos adversários. Dignos pela coragem da sua assunção, que tão inadvertidamente procuramos esquecer, no meiod a euforia matinal. É inimaginável o tamanho da gratidão aos inimigos e o tamanho da gratidão aos erros, pois que outros há verdadeiramente inexpugnáveis? Viver só de manhã não é viver, por todas as oportunidades que nos dá a noite. Igualmente poderoso é o soturno, o anti-herói como todos os das histórias, este sorrateiro e feminino Yang (sem pretender atribuir o cariz sexista incutido na definição), que tão romanticamente completa a euforia, que torce o nariz.
Gostava de saber viver melhor à noite, mas fugir, tal como de manhã à obediência cega do coração aos movimentos do Sol. Esse é o heroísmo nocturno, suicida que recusa ceder, até se ver traído pelo seu deus da disposição, que tão insipidamente não permite vitórias, e apaga a luz para dormir. Clic.

0 Comments:

Post a Comment

<< Home