Surpreendam-se e deixem-me andar descalço, pois nada me atrái como calejar a sola dos pés. A erva fresca e a terra lamacenta, como sobrevivemos todos estes anos, tão longe, desprezados e banidos?
Ora essa, não interfiro no que para vós desejam, mas deixem-me andar descalço. E para isto sou bem capaz de bater o pé, ajuda a calejar. Porque não vêm também? Não tenham medo, não perderão a suavidade da pele, mesmo que a não usem mais que para escorregar na banheira. Também eu escorregarei na minha banheira de lama, de relva, de vida. Sabem que sorrirei quando cair de cu, deixem-me andar descalço!
Quero percorrer os mundos escondidos, os mundos do tempo, os mundos da disposição, claro! Ver para lá do momento e deixar crescer as unhas, até que se enterrem na areia molhada!
Para meu bem, deixem-me andar descalço...
Ora essa, não interfiro no que para vós desejam, mas deixem-me andar descalço. E para isto sou bem capaz de bater o pé, ajuda a calejar. Porque não vêm também? Não tenham medo, não perderão a suavidade da pele, mesmo que a não usem mais que para escorregar na banheira. Também eu escorregarei na minha banheira de lama, de relva, de vida. Sabem que sorrirei quando cair de cu, deixem-me andar descalço!
Quero percorrer os mundos escondidos, os mundos do tempo, os mundos da disposição, claro! Ver para lá do momento e deixar crescer as unhas, até que se enterrem na areia molhada!
Para meu bem, deixem-me andar descalço...

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