Olhamos à volta e continuamos a ver toda a gente, continuamos a ver ninguém. Continuar é das piores palavras para usar em blogs. Como em telejornais: No news is bad news.. O que quer dizer que...?
É, obviamente, outra máscara, a mais peganhenta de todas, aquela que se atreve a dizer que tudo está na mesma. Até parece que o que nos rodeia entra por um ouvido e sai por outro! Pois, vê-se! Principalmente desse lado. Cá dentro está "tudo na mesma". Deixámos crescer a pêra "porque sim", "para fingir que alguma coisa mudou", como se nada tivesse mudado!
Mas de repente queremos outras coisas. De repente, quem nos marcava marca-nos muito mais. O que nos era indiferente, queremo-lo a todo o custo. Do que nos era indispensável, acordámos um dia sem nos lembrarmos.
Mas é só no dia seguinte que percebemos a nossa mudança. Quando nos voltamos a lembrar do indispensável-de-que-só-me-esqueci-uma-vez. Lá se foi a estatística, e estamos finalmente prontos para o mundo.
Acreditemos. Se acharmos que não estamos preparados para o mundo, é porque os dias se estão a repetir. E a culpa é toda nossa.
Já nem digo que o segredo é deixar entrar o que vai fazer diferença, porque ouvir isso mais que duas vezes enjoa (quanto mais dizê-lo!). O segredo é deixar que isso nos suba à cabeça ao ponto das orelhas crescerem para que tudo entre melhor (por que outra razão seriam as orelhas até ao peito um símbolo de sabedoria?).
Deixemos que, finalmente, se note a nossa mudança. Estamos estagnados entre o momento em que julgámos ter evoluído e aquele em que nos mostramos evoluídos. Esses são os dias que se repetem.
Nada nos espera na estagnação, na casmurrice, no "sou assim". E lá está o conselho esotérico do dia (adoro a palavra):
Adaptemo-nos não quer dizer façamos um esforço para perder a nossa identidade, mas antes quer dizer aperfeiçoemo-nos até à diversão que quisermos sentir a cada dia.
Não descanso enquanto não publicar nada nos postais de feliz aniversário minimamente úteis (que parecem estar a sair de moda) ou nos papelinhos dos chocolates Baci. É querer demais?
É, obviamente, outra máscara, a mais peganhenta de todas, aquela que se atreve a dizer que tudo está na mesma. Até parece que o que nos rodeia entra por um ouvido e sai por outro! Pois, vê-se! Principalmente desse lado. Cá dentro está "tudo na mesma". Deixámos crescer a pêra "porque sim", "para fingir que alguma coisa mudou", como se nada tivesse mudado!
Mas de repente queremos outras coisas. De repente, quem nos marcava marca-nos muito mais. O que nos era indiferente, queremo-lo a todo o custo. Do que nos era indispensável, acordámos um dia sem nos lembrarmos.
Mas é só no dia seguinte que percebemos a nossa mudança. Quando nos voltamos a lembrar do indispensável-de-que-só-me-esqueci-uma-vez. Lá se foi a estatística, e estamos finalmente prontos para o mundo.
Acreditemos. Se acharmos que não estamos preparados para o mundo, é porque os dias se estão a repetir. E a culpa é toda nossa.
Já nem digo que o segredo é deixar entrar o que vai fazer diferença, porque ouvir isso mais que duas vezes enjoa (quanto mais dizê-lo!). O segredo é deixar que isso nos suba à cabeça ao ponto das orelhas crescerem para que tudo entre melhor (por que outra razão seriam as orelhas até ao peito um símbolo de sabedoria?).
Deixemos que, finalmente, se note a nossa mudança. Estamos estagnados entre o momento em que julgámos ter evoluído e aquele em que nos mostramos evoluídos. Esses são os dias que se repetem.
Nada nos espera na estagnação, na casmurrice, no "sou assim". E lá está o conselho esotérico do dia (adoro a palavra):
Adaptemo-nos não quer dizer façamos um esforço para perder a nossa identidade, mas antes quer dizer aperfeiçoemo-nos até à diversão que quisermos sentir a cada dia.
Não descanso enquanto não publicar nada nos postais de feliz aniversário minimamente úteis (que parecem estar a sair de moda) ou nos papelinhos dos chocolates Baci. É querer demais?

2 Comments:
Se as frases-provérbio que publicares nos baci ou nos old-fashioned 'toma lá mais um cartão para te lembrares que estás mais velho' puxarem pelas orelhas de quem lê e acrescentarem um dedo à testa de quem percebe - não te dou ilusões, metade delas vai dar lições a contentores de lixo, os sortudos são promovidos à reciclagem - então não estás a pedir demais, não.
Mas, tirando as excepções raramente singulares, quantas pessoas mudam por causa de uma frase? É mais provável que o factor de mudança seja o chocolate, em detrimento de um "esoterismo" (ah ah ticklin' u) abstracto qualquer. Ganhas tu, isso talvez, correndo o risco de seres o único a perceber o que escreves; ossos do ofício. Isto sem questionar ou menosprezar a profundeza e utilidade de tais conselhos.
Mesmo assim, quem sou eu para te arrancar ao teu desassossego... cat*
Decididamente, antes isso que as embalagens de iogurte. Mesmo que ninguém considere "lindooooo".
Post a Comment
<< Home