Como foi que escapou...?
Que o vizinho do japonês é o espanhol? da madeira, o metal...? do sonolento, o eléctrico?!
Que o vizinho do medíocre é o genial? da preguiça, a acção? Que o vizinho do calhau é o super-Homem...?
A mim eu digo:
Geniais são as aldrabices, as incoerências e as deslealdades. Vizinho do medíocre - o único real - é o verdadeiramente podre, "verdadeiramente humano."
A mim eu digo:
Acção é a ilusão dos cobardes que nada chamam de cobardia nem de ilusão. Vizinho do preguiçoso - o único real - é o verdadeiramente idiota, verdadeiramente apático.
A mim eu digo:
super-Homens são
os Romeus, e não quem os escreve ou quem os lê;
os Zé-Ninguém, e não quem os goza ou quem se crê.
Vizinho do calhau - o único real - é o tão falsamente modesto, tão falsamente arrogante.
Da falsa modéstia poucos se curam, e só por traumatismo. Dos falsos arrogantes ninguém alguma vez se lembra. "Venha o diabo e escolha.", diz quem sabe.
Que o vizinho do japonês é o espanhol? da madeira, o metal...? do sonolento, o eléctrico?!
Que o vizinho do medíocre é o genial? da preguiça, a acção? Que o vizinho do calhau é o super-Homem...?
A mim eu digo:
Geniais são as aldrabices, as incoerências e as deslealdades. Vizinho do medíocre - o único real - é o verdadeiramente podre, "verdadeiramente humano."
A mim eu digo:
Acção é a ilusão dos cobardes que nada chamam de cobardia nem de ilusão. Vizinho do preguiçoso - o único real - é o verdadeiramente idiota, verdadeiramente apático.
A mim eu digo:
super-Homens são
os Romeus, e não quem os escreve ou quem os lê;
os Zé-Ninguém, e não quem os goza ou quem se crê.
Vizinho do calhau - o único real - é o tão falsamente modesto, tão falsamente arrogante.
Da falsa modéstia poucos se curam, e só por traumatismo. Dos falsos arrogantes ninguém alguma vez se lembra. "Venha o diabo e escolha.", diz quem sabe.

3 Comments:
Rabiscando e distorcendo, claro está, figura-se um Super-Homem cobardemente medíocre (televisão ligada), preguiçosamente podre (cama por fazer) apaticamente real (chávena de café), arrogantemente idiota (livros de engenharia geotérmico-quimico-nuclear), falsamente modesto (diplomas, doces diplomas, no canto), tendo como companheiro de quarto uma coisa rochosa, feia e inanimada – oh, a agonia de evoluir dialogando com uma pedra! – num fundo pintado com cores assassinas de qualquer sentido de estética. Ah, faltava só o Belzebu de sorriso maroto e piscar de olho espreitando à janela. Tudo de contornos bem pretos. Wow; grande quadro impressionista! Cat
Genial é a capacidade humana
de dificultar o basico e facilitar o impossivel;
de viver a morte e morrer p'rá vida;
de rir dos azares e chorar da sorte;
de amar a sua insignificante existência e desprezar as coisas simples (as verdadeiras) da vida.
No fundo é sermos um ser que não existe, mas que coexiste; que tudo possui, mas que de nada usufrui; que pensa que tudo sabe, mas é somente o mais ignorante de todos.
"A inteligência nasce da nossa ignorancia."
talvez seja melhor um barril
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