Sunday, December 04, 2005

Em poucos instantes podemos voltamos a ver só com desilusão. Para esclarecer dúvidas anteriores, que fique agora explícito: não tínhamos saudades.
Até ao estômago chega a indisposição da cabeça! Coço-a e olho para o céu frio, que remédio...

Emparelho necessidades: o que como é nutritivo e intelectual, o que bebo tem o doce sabor do sangue e um leve - demasiado leve - cheiro a vida. Com isso a circulação melhora, mas os ouvidos ainda funcionam perfeitamente! Quem sobrevive assim?! Quem dorme, acorda; quem vive, morre... Quem tudo ouve só acorda para desfalecer. Por isso faz bem um q.b. de cera nos ouvidos: "É útil ter a capacidade de nos livrarmos do que não tem importância" (Sem querer ser demasiado técnico, digamos que é igualmente prejudicial lavar demasiado os ouvidos e não saber desprezar conjuntos com medida nula. É frágil a nossa capacidade calculatória, tão frágil como a existencial, pelos vistos).

Este sentido prático de deixar sujar os ouvidos, que, noutras circunstâncias, facilmente chamaria de cobardia, é até bastante atraente, agora. Por uma vez, não é heróico, dá-me espaço, espaço para ser Homem. Finalmente sem glória, poder enfiar o rabo entre as pernas. Não existe liberdade na ascensão... liberdade é estar aqui, viver o grande destino e o modesto destino, viver o único destino dos vivos.
Chega bem, vamos andando.

"Vou ali respirar e já venho."
(by João Berhan - www.pontosnegros.blogspot.com)

3 Comments:

Anonymous Anonymous said...

É a primeira vez que me citam. E logo uma frase de que gosto bastante. É uma honra, ainda que não te conheça.
Bem hajas, espero que gostes do que escrevo.

04 December, 2005 21:45  
Blogger Unknown said...

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05 December, 2005 22:03  
Anonymous Anonymous said...

sai uma imperial po albarraque

12 December, 2005 21:07  

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