Saturday, January 28, 2006

ai febres febres.. febres e tosses. doze anos depois hoje durmo de pijama por causa das tosses. não há enfermidades, há febres fomes e frios. muitas tigelas de cada f.
Hoje, para provar aos resquícios do meu eu duvidoso que não poderei ser verdadeiramente atrasado. é um heroísmo ingénuo que não sabia ainda fazer parte de mim, mas um heroísmo profundamente espicaçado pelos à-voltas. Principalmente pelos "deves" à-voltas. Tantas vezes o que não devemos nos acode! Não nos tenta nem apela, como se diz, mas acode! Encontramo-nos com o não-dever para a salvação e chamam a isso liberdade, os putos adolescentes, ou irresponsabilidade, os burro-velhos. Falam do mesmo mas não do que digo. Temos mais que fazer do que agir por rebeldia ou conformismo, dever é uma consideração alheia, só passa pela cabeça quando vemos de fora, porque de dentro o que se vê é o presente.
Que interessa que nome lhe dás, se é a única forma de sentires o sangue correr nas veias? Mesmo quando até já disso duvidavas, por tudo gelar ao toque!
mas não! sente agora, sinto agora.. emano calor aquece a testa aquecem as orelhas! a velocidade! que importa que nome lhe dás, quando descobres o calor do teu sangue, tanto que só tens vontade de o ver e com ele aquecer o mundo! ou pelo menos as mãos e os pés que já não sentes. Sonho que serão banhados por fora como por dentro, da mesma forma que o cérebro voa em ventos de fora como em ventos de dentro.

Eis a prova de que em cada um há tudo! morreria se encostasse as mãos ao peito, nem sei como ainda respira a caneta com que escrevo. há tudo, criação e reacção. Inspiração é aldrabice, só existe o que há. e o que há é capacidade e vontade de poder (não sou dele um pupilo, embora várias vezes nos tenhamos encontrado). Delas derivam a criação e a reacção. Chama-lhe o que quiseres, joão, já percebeste que não é isso que importa. porque a mão que escreve está agora quente.
É um descaramento pedires-te que não escrevas, seja pelo que for! Não é a primeira vez que encontras os inexoráveis três fs, pois não? não é possível não escrever e lembras-te bem do que acontece.. a febre esgota-te mais tarde ou mais cedo, a fome é saciada pela tua própria saliva... Quanto o terceiro f.. se tinhas frio já não tens, se não tinhas estás a ensopar de suor tudo aquilo em que tocas. Não há erro nenhum em cair mais uma vez. por minha vontade seria promulgada a recorrência! Ensinada nas escolas! Saibamos regressar ao que nos faz viver. Mais ninguém nos quer mortos, só a nossa preguiça.

(parei para relaxar os dedos. quando voltei a pegar na caneta, tive de pensar e senti frio no nariz, é bastante explícito. durmo bem porque agora sei ainda ser possível...)

0 Comments:

Post a Comment

<< Home