the window
Fico indefinidamente à espera duma súbita realização. A mudança mais fácil de todas - a que nos é imposta! É certo e sabido (É Aldrabice!) que não a toleraria se viesse de outro exterior que não o falso: quem recebe os que aconselham? Só os espelhos ouvimos, daí viria a única revelação. Mas o espelho somos nós (a sério?), e a mudança é tão fácil quanto não ter dúvidas de que dela precisamos, e "Quem as não tem"?
Quem precisa verdadeiramente de mudar? Quem precisa, ao invés disso, de se desiludir dessa necessidade? Está vincado nas sobrancelhas, está vincado nos sonhos. Toda a vida da música, da poesia e da memória - Mentirosos! - parece provocar-nos a curvar, como se a linha recta nos afastasse da felicidade. O Marketing Literário: contextos dos outros, cujo génio mascaramos na utilidade que têm para os nossos contextos, nesse salto para a importância que é encontrar-se no que se gosta e se reconhece valor.
Lembro posts antigos - não há culpas atiradas para fora - mentirosos? Quem mascara! Quem lê e espera viver por isso. Terna homenagem a quem lê por ler. E se aqui finjo não saber que me engano violentamente no que escrevo é porque quero esquecê-lo. Talvez fingir só mais uma mudança (no teatrozinho das nossas ilusões). Neste caso, a mudança a que se chama aprendizagem, como quando os à-voltas se vão complicando gradualmente, partindo de uma simplicidade inicial -por hipótese. É ainda outra forma de nos mascararmos, medricas, de julgar escrever o guião. Como quem, por não poder escrever o da «vida a sério», escreve o da «de brincar», como se de mesas e cadeiras se tratasse. Como quando acordamos irritados porque um sonho bom foi interrompido e desejamos que o que aconteceu aconteça, que é só uma forma ilusoriamente mais complexa de desejar voltar a dormir.
A felicidade, quando se quer olhá-la ao longe, surge logo a seguir à desilusão. Desilusão de que ilusão? Da ilusão que diz que olhá-la ao perto é uma ilusão ("Tenho de arranjar outra palavra"). E dou uma volta tão grande porque dizê-lo de outra forma me humilha e não é novo ("When all you have is old words, you can only hope you might rearrange them into something new").
Quem precisa verdadeiramente de mudar? Quem precisa, ao invés disso, de se desiludir dessa necessidade? Está vincado nas sobrancelhas, está vincado nos sonhos. Toda a vida da música, da poesia e da memória - Mentirosos! - parece provocar-nos a curvar, como se a linha recta nos afastasse da felicidade. O Marketing Literário: contextos dos outros, cujo génio mascaramos na utilidade que têm para os nossos contextos, nesse salto para a importância que é encontrar-se no que se gosta e se reconhece valor.
Lembro posts antigos - não há culpas atiradas para fora - mentirosos? Quem mascara! Quem lê e espera viver por isso. Terna homenagem a quem lê por ler. E se aqui finjo não saber que me engano violentamente no que escrevo é porque quero esquecê-lo. Talvez fingir só mais uma mudança (no teatrozinho das nossas ilusões). Neste caso, a mudança a que se chama aprendizagem, como quando os à-voltas se vão complicando gradualmente, partindo de uma simplicidade inicial -por hipótese. É ainda outra forma de nos mascararmos, medricas, de julgar escrever o guião. Como quem, por não poder escrever o da «vida a sério», escreve o da «de brincar», como se de mesas e cadeiras se tratasse. Como quando acordamos irritados porque um sonho bom foi interrompido e desejamos que o que aconteceu aconteça, que é só uma forma ilusoriamente mais complexa de desejar voltar a dormir.
A felicidade, quando se quer olhá-la ao longe, surge logo a seguir à desilusão. Desilusão de que ilusão? Da ilusão que diz que olhá-la ao perto é uma ilusão ("Tenho de arranjar outra palavra"). E dou uma volta tão grande porque dizê-lo de outra forma me humilha e não é novo ("When all you have is old words, you can only hope you might rearrange them into something new").

0 Comments:
Post a Comment
<< Home