Friday, March 02, 2007

Não são urgentes as situações-limite. Há drama suficiente em não haver drama por aí além.
As várias cores distinguem-se umas das outras, o mundo não precisa de ser preto e branco para que o vermelho se distinga, independentemente do nome que se lhe der. Mas nem sequer tem de ser um vermelho berrante, há berros que cheguem nos conflitos e nas misturas.
Quem respeita o rosa-choque?

São feios os poemas em tempo de fartura? São pobres os génios sem ópio nem ódio? Demoníacos os que não tiveram oportunidade de se sacrificar?
ou será que há milhões de meio-termos entre o santo porque morreu e o vulgar porque vive?

urgente, urgente, é que se queime a cruz do extremo, aquela que não deixa crescer sem ser imediatamente do microscópio para o enorme, do insignificante para o imortal, como se só no completo caos surgisse valor...

quero que a pasmaceira inspire tanto como a pressão.

2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Pretendes tu arredondar as arestas do excentrico extremo com o acto extremista de lhe queimar a cruz, como boa reacçao histerica rosa-choquiana que se preze.
Para valores que surjam na ordem, mais vale seguires o exemplo do azul claro: se ja te deram a pasmaceira, nao olhes para os dentes da (des)inspiraçao.
cat

08 March, 2007 12:49  
Anonymous Anonymous said...

O que seria do arco-íris sem o vermelho?

Não há necessidade de queimares a cruz: há fogo q.b..

10 March, 2007 20:29  

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