Friday, April 20, 2007

"Há o perigo de um grito lindíssimo..."
Um grito que não chegasse à superfície.
Porque no meio do poço só é possível estar-se mais ou menos. É demasiado frio para um vivo, demasiado quente para um morto. E há que coçar a cabeça. Há também que, "quando for preciso descer, se desça até ao fundo do poço mais fundo; quando for preciso subir, que se trepe ao alto da montanha mais alta. O importante é não remar contra a corrente. Quando renuncio a mim, existo." Não vejo este excerto como aquelas tarolices do estoicismo bruto, para as quais, como quase tudo ultimamente, só tenho meia dúzia de dias. E que dias galopantes, os que existem até mudar de forma.
Seria mais fácil a vida se fôssemos mutantes? Talvez só possa dizer que as relações interpessoais (intermutantes?) seriam lineares, na medida em que paciência, coragem, cores e filmes, vegetais preferidos, todas as informações sobre cada um a cada instante seria denunciado pela forma assumida nesse instante.
Mas voltemos ao não-estoicismo. O tal que eu prefiro chamar de convicções violentas, convicções virulentas - porque altamente contagiosas! - e por uma sede insaciável de aventura, de dramatização, de... (hell, i'll say it!) ...de heroísmo!
A rebeldia vai sendo moda, semana sim semana não, mas há muito deixou de ser uma exigência. Pelo menos a rebeldia sem inovação nem criação.

Tudo isto porque lá bem naquele fundo incontornável, mergulhar de cabeça é "renunciar a nós". Só nós é que nos prendemos e não nos deixamos mergulhar de cabeça.

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

há quanto temepo n invests na rebeldia??

pois lg vi...

"as ervas secam, as flores murcham"

e dps n vai haver heroímo algum... só uma questão d cobardia.n.enfrentada, smn sim, smn sim...

14 December, 2010 16:11  

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