Sunday, April 29, 2007

Lisbon

Há coisas que vão. Coisas que quando vão deixam vazios enormes. Grandes espaços de fome e de sucção, preenchidos até às costuras. Cheios do nada que tudo sacia e enjoa. O mesmo nada do tempo inerte, inerte por admiração, pela aparente impossibilidade de fazer melhor.
É assim que nos suga, a nossa admiração. Entre o desespero elogioso e a motivação para ter valor, somos os que criam, senão nestas alturas então nunca. A vontade maior é a de criar em sonhos, claro, lá onde não há rimas e as canetas não falham.
(É já a seguir)

cecilia - lux - bonnie - mary - therese

4 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Há coisas que ficam.

30 April, 2007 11:10  
Anonymous Anonymous said...

que eu saiba, es daqueles que aproveita o que fica... a razao e (para ti) muito importante mas nunca deixaste de ser um sonhador, um daqueles que gosta de sonhos cor-de-rosa.

Lisboa as vezes e vazia, mas e sempre o cenario dos meus sonhos. e dos teus?

30 April, 2007 16:33  
Anonymous Anonymous said...

a cidade da minha vida. a que amo e trago dentro infinitamente.que me rouba o respirar.que me faz querer partir e ao mesmo tempo me faz ficar.que me enche de tudo e me deixa sem nada.que rasga a pele dos olhos e das mãos e me beija logo depois, no vão de uma escada. Lisbon, Lisboa, Lisbonne...os meus sonhos na ponta de um lápis que me pinte o corpo de nada.vazios já são pedaços.fica sempre.há sempre vestígios, mesmo nos ombros rasgados.

30 April, 2007 17:55  
Anonymous Anonymous said...

Há ainda as outras coisas que se vão embora enquanto ficam, para voltarem enquanto partem. cat.

05 May, 2007 14:36  

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